Wednesday, June 22, 2005

Todos contra o Rei Leopoldo !

Correio Belga, 27 de novembro de 1884.

Terminou ontem a Conferência de Berlim, depois de muito tempo de negociação.Participaram dela 14 países entre os quais a Alemanha -a potência anfitriã, Inglaterra,Estados Unidos, França, Portugal e o nosso ilustríssimo Rei Leopoldo II , representante do Congo; a sociedade civil também se fez presente. O objetivo da conferência era a questão do congo ( sua ocupação e livre comércio)- foco principal e intensamente debatida pelos representantes e o estabelecimento de regras para futuras ocupações na áfrica.

O nosso ilustríssimo Rei Leopoldo II ,ao representar o Estado Livre do Congo, mostrou-se sempre aberto a discussões, apesar disso foi atacada por vários representantes entre eles o da Inglaterra, de Portugal e da sociedade civil. Os Estados Unidos pareciam ser os únicos a apoiar o ideal humanitário, civilizatório e científico de vossa majestade ressaltando o que todos sabiam: a independência e a neutralidade do Congo, o que devia ser prezado por todos os países presentes. Ao contrário, a Rainha Vitória atacou o Rei Leopoldo de várias maneiras exigindo o livre comércio na região (o que ele dentro de sua bondade e flexibilidade propôs adotar) ,chegando a dizer: ‘’o Congo não pode se tornar uma fazenda pessoal do Rei Leopoldo’’, uma ofensa pessoal clara e desnecessária. Portugal (uma potência decadente) foi mais além, atacou quase todos os representantes presentes, primeiro o anfitrião - Bismarck, dizendo que ele estava ‘’mascarando seus interesses imperialistas’’ e, mais constantemente nosso Rei acusando-o de fazer ‘’pilantropia’’,ser ‘’açougueiro’’ e dizendo haver abuso de direitos humanos no Congo. Oras, muitos se perguntam o que seria exatamente esse novo conceito tão utilizado pelo representante português. Logicamente vossa majestade, o Rei Leopoldo II, não se deixou abater e propôs finalmente uma moção tentando ser claro e objetivo, visando o bem do Congo e que a reunião produzisse os frutos desejados.

Nos momentos finais, o Representante do Estado Livre do Congo propôs um documento, leu-o , ele invocava basicamente os princípios de livre navegação na Bacia do Congo, livre comércio, livre acesso ao Congo e abolição da escravidão na região.Apesar desse maravilhoso progresso nas discussões e da proposta nobre de vossa majestade, ele foi acusado de estar manipulando a conferência a seu favor, o que foi realmente uma afronta sem sentido. A sociedade civil se fez presente, normalmente com críticas ao nosso soberano, sem acrescentar nada ao debate, citando nomes de supostos exploradores que teriam ido ao Congo, e, no ápice, de seu ataque leu discursos dramáticos e chocantes que afirmou estarem contidos em um jornal que poucos conheciam (fontes supostamente duvidosas). Felizmente, nenhuma dessas ofensas conseguiu afetar o nosso benevolente Rei que já tivera proposto que o acesso ao Congo seria aberto a todos que quisessem verificar essas falsas acusações. Se a conferência produziu frutos foi graças ao Rei Leopoldo II que driblou ofensas pessoais, tentativas de mais imperialismo ( invocadas pelo representante Francês) e propôs um documento . Se os resultados dessa nobre Conferência não foram tão grandes como os esperados, pode-se afirmar, com certeza q não foi pela falta de esforço do Rei Leopoldo II que driblou ofensas pessoais, tentativas de mais imperialismo ( invocadas pelo representante Francês) e propôs um documento que agradou quase todas as potências presentes, visando sempre preservar a independência, integridade e justiça da sua missão científica e civilizatória no Estado Livre do Congo.

Saturday, June 18, 2005

Direitos autorais: respeito, ética e bom senso

Direitos autorais, segundo a wikipédia ‘’é o nome dado ao direito que o autor, o criador, o tradutor, o pesquisador ou o o artista tem de controlar o uso que se faz de sua obra. É garantido ao autor os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou.’’ Com o advento da internet, a questão dos direitos autorais tem se tornado cada vez mais complexa. Talvez, porque com a imensidão da rede tem sido cada vez mais difícil a fiscalização e aplicação da lei, ou porque a facilidade do acesso ao trabalho de outras pessoas tem disseminado a preguiça e consequentemente a triste prática do plágio. Internacionalmente, Brasil é signatário das convenções de Berna e Londres sobre direitos autorais e para facilitar a aplicação da lei e adequá-la à realidade da nação há a lei Lei nº 9.610 de 19/02/1998 que trata vastamente o assunto. A cópia das obras intelectuais, o plágio, vem se disseminando no cotidiano de estudantes e até profissionais brasileiros, o que agrava ainda mais a situação.

Quem faz o plágio se utiliza do trabalho alheio, inescrupulosamente, e altera alguns detalhes, prejudicando o trabalho real do autor e demonstrando total inaptidão, desrespeito a quem é direcionado o trabalho, além de enganar a si próprio. Cabe aos professores orientar seus alunos para que nunca o pratiquem e a própria pessoa ter ética suficiente para nunca recorrer a essa prática vil. Principalmente na área de humanas, onde o material produzido e todo o trabalho profissional são as palavras, é de suma importância a ética e não se deixar ‘’cair em tentação’’. Até porque isso é realmente muito sério, pois são cada vez mais necessários bons pesquisadores em nosso país, e esses dados vergonhosos de aumento do plágio, causam não só o retrocesso e vergonha pessoais, mas do nosso próprio país que forma profissionais desse tipo. Por isso, as conseqüências têm, sim, de ser concretas tais quais o ato.

Muitos acham que a liberdade da internet não tem limites e que tudo que está online pode ser copiado sem nenhuma conseqüência, porém essa democratização das informações, que viria a ser algo positivo para todos, acabou por tomar uma dimensão negativa.Há vários sites copiados, além de que muitos profissionais temem disponibilizar seu trabalho enriquecedor na internet por causa dessa triste moda. Porém, é necessário frisar que é preciso haver bom senso do autor também, em não colocar muitas restrições sobre seu trabalho e não cobrar taxas muito elevadas pela exposição do mesmo, ou seja, usar sua imaginação também a serviço da comunidade. Respeito mútuo, aliado a ética e bom senso não podem ser apenas idéias bonitas, mas estar nas ações de todos, para que se construa confiança e trabalhos mais criativos e a internet, trabalhos universitários, escolares, de qualquer tipo, sejam enriquecedores pessoais e motivo de orgulho para todos nós, como pessoas íntegras.

Fontes de pesquisa:

http://www.pitoresco.com.br/espelho/valeapena/direitoautoral.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito_autoral
http://www1.jus.com.br/doutrina/texto.asp?id=3493

-mais alguns sites que li sobre o assunto
-conselhos do professor

Da Hegemonia Européia à Guerra Fria

Comparando os textos "Do Equilíbrio Europeu de Poder À Era da Política Mundial" de G. Barraclought e "A Força da Tradição - A Persistência do Antigo Regime (1848-1914)" de A. Mayer, é possível notar algumas diferenças no caminho que os dois traçam para o fim do Antigo Regime de poder europeu. Ambos autores concordam que os antigos regimes europeus acabaram logo ao fim da Segunda Guerra Mundial, no entanto, Mayer se concentra mais no comportamento da sociedade européia e suas modificações, equanto Barraclought se foca mais no âmbito político europeu e como ele se comportou desde o fim da Revolução Francesa.

Mayer começa seu texto logo com sua premissa que a Primeira Guerra Mundial e a Segunda estão "umbilicalmente ligadas" (como o próprio autor diz) e que, na verdade, elas constutíram o que ele chama da Guerra dos Trinta Anos da crise geral do século XX. Essa, de acordo com o autor, deu fim aos antigos regimes europeus, dotados de excepcional elasticidade, e assim, conseguindo perdurar por todas os fatores contrários a sua existência no século XIX. Além disso, Mayer analisa o fato da forte permanência de características feudais na sociedade e economia européias e como elas resistiram aos crescentes avanços capitalistas, baseando seu argumento no fato de que a os grandes latifundiários eram os dirigentes e governantes europeus até 1914.

Entretanto, Barraclough não se foca tanto nos efeitos das guerras para o fim da primasía de poder europeu, mas sim nas conseqüências da segunda Revolução Industrial e como essa afetou os Estados europeus e os emergentes, além de praticamente desconsiderar a resitência das forças tradicionais na Europa. Para o autor, a nova dinâmica industrial do fim do século XIX extravasou as fronteiras da Europa (ao contrário da anterior), e não só abragiu outros Estados, mas como foi muito mais significativa neles, como por exemplo a criação de enormes ferrovias possibilitando assim uma integração entre essas novas nações giagantes (EUA e Rússia). Assim, após anos de um crescimento enorme por parte dos Estados Unidos, Rússia e Japão e as grandes guerras do século XX, a Europa deixou de ser o grande centro do mundo e as novas potências vencedoras da guerra (EUA e Rússia) formaram o novo status-quo.

Em síntese, ambos autores concordam no fato de que ao fim da Segunda Guerra Mundial a hegemonia dos antigos regimes europeus ruiu, para assim, se tornar claro o maior poder das novas potências União Soviética e Estados Unidos. Entretanto, Mayer e Barraclought chegam a essa conclusão a partir de caminhos totalmente diferentes, além de discordarem em alguns pontos sobre as características dos Estados, mostrando as diferentes correntes de pensamento e análise histórica.

Thursday, June 16, 2005

Perguntas sobre a 2ª Revolução Industrial

1) A primeira Revolução Industrial foi a revolução do "carvão e do ferro". Esta encontrou trabalhadores rurais, desempregados e famintos nas cidades graças ao grande êxodo rural, e deu-lhes, como praticamente a única opção de sobrevivência, o trabalho árduo das fábricas, inicialmente na Inglaterra e, alguns anos depois, por outros países da Europa. Já a segunda Revolução Industrial ocorreu de forma muito mais rápida e abrangente - chegando até os Estados Unidos e Japão - além do fato de ser uma revolução muito mais científica do que a anterior. Adicionado a isso, a Segunda Revolução Industrial proporcionou significativas mus cotidianas, a partir do momento que suas invenções se difundiram pela sociedade - mesmo que não igualitariamente -, tornando-as praticamente inerentes a existência social. Assim, comparando-as, nota-se que a diferença entre elas se dá não só no campo tecnológico, mas principalmente no social.

2)
O Imperialismo do século XIX caracteriza-se pela expansão das potências da época nas regiões da Ásia e da África em busca de mercados consumidores, áreas fornecedoras de matéria-prima e para investir capitais. Hobsbawn e Lenin, o capitalismo se transformou em Imperialismo, sendo ele sua fase monopolista, caracterizada pela dominação do capital financeiro, e a partilha do mundo entre os trustes e as maiores potências. Hobsbawn, no entanto, afirma que o Imperialismo é algo novo, originado na grande concorrência entre as potências industriais no mercado internacional, intensificada nos anos 1880. Como historiador, Hobsbawn se vê obrigado a citar e analisar também aspectos políticos (protecionismo), sociais (a busca por "status" pelas grandes potências e o "imperialismo social") e ideológicos (ocidentalização).

3)
3) A partir dos textos lidos, conclui-se que o Imperialismo foi conseqüência da Segunda Revolução Industrial, em função do desenvolvimento de um capitalismo caracterizado pelo monopólio e grande concorrência internacional. Esse Imperialismo, essencialmente novo, e dividiu o mundo entre grandes potências imperiais industrializadas e regiões atrasadas, ou seja, houve o surgimento da "divisão internacional do trabalho", símbolo de desigualdades não só econômicas, como sociais. Esses fenômenos deram origem à "ocidentalização" do mundo e geraram as sementes para o primeiro grande conflito mundial do século que se iniciara.

Saturday, June 11, 2005

2a. Revolução Industrial

Responda as questões abaixo e responda até QUARTA-FEIRA 15/06.

1. Diferencie a 1a. da 2a. Revolução industrial enfatizando o impacto de ambas na configuração do Sistema Internacional (G. Barraclough).

2. Defina Imperialismo, e discuta as definiçÕes de Lênin e Hobsbawn.

LIMITE: 1 paragrafo cada questão e mais um parágrafo de conclusão relacionando ambas as questões. Máximo de 15 linhas cada parágrafo.

Tuesday, June 07, 2005

O fim da Política de Metternich para subida da Realpolitik

Inicialmente, para falar de Otto Von Bismark-Schönhausen, o grande unificador germânico, é muito importante lembrar da sua relação com os Junkers. Apoiado por esses, Bismarck - antes diplomata que, no entanto, havia resignado ao cargo devido a sua nítida inabilidade para com os métodos do ofício - é eleito Deputado devido ás suas opiniões políticas extremamente conservadoras. Entretanto, devido as suas divergências com a maioria dos seus colegas congressitas, que possuiam ideias democráticas, apoia o Kaiser a fechar o Parlamento e assim que isso feito, é nomeado Chanceler da Prússia.

Todavia, para tornar claras as grandes mudanças feitas por Bismarck, é imprescindível se retratar a situação política anterior da Europa. Com a derrota de Napoleão fora necessária uma política de restauração das antigas monarquias, para, assim, manter-se o equilíbiro europeu - conhecida como Política de Metternich. No entanto, com a ascenção de nacionalismos dentro do Império Austríaco e com as guerras, como a do Piemonte e França contra a Áustria, dos Ducados, Austro-Prussiana e Franco-Prussiana, esse "equilíbrio" de forças fora desfeito e assim, posteriormente, tornou-se possível a Unificação Germânica.

Quando, em 1862, Bismarck é nomeado Chanceller do Reino da Prússia, sua política militarista e nacionalista, a chamada Realpolitik, entra em vigor: "a relação entre os Estados é dada através de uma relação de força". Com isso, como a Prússia, na época, era o Estado europeu com maior e mais bem preparado exército, graças aos problemas internos da França e Áustria, a polítca de Bismark se fez possível. Assim, em 1866, por divergências sobre a administração de Holstein - ducado da Dinamarca que fora tomado pela Áustria após a Guerra dos Ducados -, a Prússia invade e as duas nações entram em guerra. No entando, pela superioridade do exército de Bismarck, a Prússia vence a guerra em apenas 6 dias e com isso, anexa mais territórios. Em um segundo movimento, o Chanceller, em uma jogada estratégica brilhante, faz com que Napoleão III da França invada Estados da Confederação Germânica, e assim, Bismarck "vai ajudar seus irmãos germânicos" e derrota as tropas francesas em 1871, assim, conseguindo finalizar a unificação germânica e fundando o Império Alemão.

Com isso, todos os principais ideais de Bismarck e da Prússia de formarem o Reich se concluíram, e assim, uma nova ordem política começou a se organizar por entre a Europa, onde a Realpolitik tornou-se a principal forma de fazer-se a política entre Estados soberanos. Em suma, analizando a história da Alemanha, torna-se possível concluir o papel de extremo destaque de Otto Von Bismark-Schönhausen, o grande líder Germânico do século XIX e criador de um pensamento político até hoje vigente.

Thursday, June 02, 2005

Uma visão internacional do Manifesto Comunista

O estudo da teoria marxiana é considerada, muitas vezes, irrelevante pelos estudiosos de relações internacionais para a compreenção do sistema internacional moderno. Desde Kenneth Waltz ( neo-liberal), Martin Wight e até Justin Rosenberg ( que se aproxima da teoria marxista), são exemplos de estudiosos e teoricos que compartilham deste tipo de opinião. Pode- se argumentar que as diferentes origens da própria área de relações internacionais ( origem anglo-saxã) e do pensamento marxista ( filosofia clássica alemã) dificultam a compatibilização das duas correntes teóricas. No entanto, Marx e Engels fornecem, ao longo do Manifesto indicações de extrema importancia para o estudo e entendimento do sistema internacional moderno.

Dessas indicações teóricas importantes, o manifesto indica como processo de formação da modernidade a expansão global do capitalismo, desde suas origens no noroeste europeu. Essa expansão, segundo ele, integrou o mundo em um só mercado que subordina várias formas de cultura e sociedade preexistentes. Sus autores afirmam que a ruptura com a sociedade não moderna foi preparada pela expansão global do capital mercantil e pela , posterior, colonização. A necessiadade de atender a esses mercados, cada vez mais amplos, foi o que forçou a suplantação da antiga forma de produção feudal para a industria capitalista moderna. Essa gradual centralização da população, propriedade, riqueza e produção permitiu a centralização política que, somada ao seu reconhecimento seria, no Tratado da Paz de vestifália ( 1648), o marco da formação do sistema internacional moderno.

É destacado também, no Manifesto Comunista, a articulação contraditória, no mundo moderno, de dimensões transnacionais e internacionais. No entanto, a face transnacional é a que mais predomina na obra de Marx e Engels. Isso porque eles pressupunham uma convergência global dos padrões econômicos , politicos, sociais e culturais típicos do capitalismo ( tomando como exemplo a inglaterra). Tudo isto reforçado pela expansão desenfreada do capital pelo mundo. Esta seria, inclusive, uma leitura bem atual ao considerarmos o fenômeno da globalização se não fossem certos exageros. Está ainda muito longe, o fim da base nacional tanto da economia como da politica. O manifesto cria uma imagem de uma expansão fulminante do capitalismo pelo globo de forma e consumir todas as civilizações e culturas que encontra pelo caminho, tornando desnecessárias quaisquer fronteiras políticas e nacionais. Vide isto, a forma intencional do processo permanece em segundo plano. Outro exagero contido no pensamento marxiano é a suposta homogeinização do capitalismo. Marx e Engels esperavam que ele fosse se desenvolver da mesma forma em todas as regiões, o que de fato não ocorreu. Essa subestimação da dimensão internacional, no entanto, pode ser justificada por razões histórico-contextuais do periodo em que o manifesto foi publicado, 1848.

Segundo Marx e Engels as relações sociais gestadas pelo processo de formação dos Estados Soberanos contituiram o que Luiz fernandes chamou de "Elo institucional central" da articulação da sociedade moderna. Este elo seria a existência de esferas políticas e econômicas autônomas igualmente no plano doméstico e no plano internacional. Por fim, Luiz Fernandes conclui que é importante que se incorpore às reflexões ricas de karl Marx e friederich Engels, a noção de uma natureza heterogênea do sistema internacional a partir de recursos metodológicos e conceituais, buscando captar as especificidades das variadas formações sociais nacionais e sua interação

Tuesday, May 31, 2005

A Terra da Prata que não brilha

Em 1516, Juan Díaz de Solís e sua expedição naufragam ao sudeste da América do Sul nas proximidades do Rio de Solís, onde posteriormente viria a ser chamado de Rio de la Plata. Os náufragos expedicionários após chegarem à terra firme econtram indígenas e por eles são presenteados com objetos de prata. Posteriormente, essa notícia da descoberta de Prata na região gera um espírito de euforia é na Espanha e logo é ordenada a colonização do local. O nome do rio então é mudado para Rio de la Plata que se torna o principal canal de escoamento da regiao da produção de Prata na região. Posteriormente, com o sucesso das produções de Erva Mate, Tabaco e Algodão e pecuária resultantes de missões Jesuítas, é fundado o porto de Buenos Aires e assim é gerando um desenvolvimento da região, chegando a tornar-se, em 1776, se torna a capital do Vice-Reino de la Plata.

Depois de quase três séculos de colonialismo espanhol na região, um espírito de revolta contra dominação é instaurado, graças às idéias liberais provenientes das tentativas falhas de conquista britãnica da cidade de Buenos Aires, e em 1810, o Vice-Rei espanhol é deposto. Posteriormente, em 1816, a independência é declarada e assim formada a República da Argentina - nome inspirado do latim argentum que significa "prata". Liderados por José de San Martin, uma campanha pela independência geral é são criadas expedições para a libertação dos irmãos sul-americanos, obtendo êxito, apenas, no Chile e Peru.

No entanto, mesmo com todo esse espírito de libertação, problemas como as lutas entre "defensores da união" e "federalistas", guera contra o Brasil, golpe militar sobre o governo do partido da União Civil Radical são problemas que Argentina sofre durante o século XIX, impossibilitando assim, uma estabilidade política e econômica no país que perdura até os dias atuais. Contudo, o poder da economia argentina conseguiu se estabelecer no continente, mesmo com a ausência de um desenvolvimento social, mas, esse poder econômico não foi suficiente para resistir as inúmeras crises e golpes desde sua independência.

Em suma, a Argentina, desde sua independência no século XIX, constantemente sofre com inúmeras crises políticas que vêm, por conseguinte, a minar a economia de grande potencial desse país e fazem com que a "terra da prata" não brilhe como San Martín esperava. No entando, é inegável o potencial desse povo que, desde o início do século XIX, vem lutando contra todas as adversiades para chegar a uma plenitude política, econômica e social.

República Oriental del Uruguay

República Oriental del Uruguay
28 de agosto de 1828

Depois de muita luta, finalmente a independência de nosso país foi reconhecida.
Os primeiros europeus chegaram à nossa linda terra no início do Século XVI. Tanto a Espanha como Portugal procuraram colonizar o futuro do nosso Uruguai. Portugal tinha por base a Colônia do Sacramento (na margem oposta a Buenos Aires, no Rio da Prata, enquanto a Espanha ocupava Montevidéu, fundada no séc XVIII que veio a se tornar a capital do futuro país.
No início do Século XIX vimos o surgimento de movimentos de independência por toda a América do Sul , incluindo o Uruguai, então conhecido como a Banda Oriental, cujo território foi disputado pelos estados nascentes do Brasil , herdeiro de Portugal, e de Buenos Aires, herdeira do Vice-reinado do Prata da Espanha. O Brasil ocupou a área em 1811 e anexou-a em 1821, mas logicamente uma nova revolta iniciou-se a 25 de Agosto do ano de 1825. Após essa revolta e demonstração de amor a pátria o Uruguai finalmente se tornou numa nação independente. Com o Tratado de Montevideu assinado ontem, a independência finalmente se consolida, e tem como nome oficial República Oriental do Uruguai. As negociações para a independência tiveram o auxílio de George Canning, ministro das relações exteriores inglês, sob a perspectiva de se consolidar a livre navegação do Rio da Prata. Foi Artigas, entretanto, a pessoa capaz de aglutinar as expectativas uruguaias de independência internamente, cabendo a ele parte do mérito da independência uruguaia.