VIVE LA FRANCE !!!
Em 1789 foi dado início à Revolução Francesa. A burguesia voltou-se contra a nobreza e o clero e proclamou que o poder não emana de Deus, mas do povo e da nação. O resto da Europa, no entanto, permaneceu, durante algum tempo, intocado por esse fenômeno. No resto do continente as dinastias absolutistas continuavam no poder, a nobreza e o clero detinham seus privilégios, o terceiro estado era explorado e a sociedade era estamental, sem mobilidade Esse isolamento da revolução não durou muito tempo, em função, principalmente, das ações de Napoleão Bonaparte. Napoleão foi um dos maiores estrategistas militares da história desenvolvendo rápida carreira no cenário político militar francês e com 35 anos já era Imperador.
Ainda como general, Bonaparte comandou a invasão à Itália em 1796. A partir desse momento o regime francês assumiu uma postura ofensiva com claros objetivos expansionistas. Em 1799, pelo golpe de 18 de Brumário, é estabelecido o consulado Francês. Napoleão é o primeiro Cônsul, mas rapidamente se tornou Cônsul vitalício (1802) e Imperador (1804). Sua primeira tarefa era eliminar o perigo externo, atacando a 2ª Coalizão (a primeira havia ocorrido como conseqüência de uma invasão à Áustria). Em 1800 a Áustria foi derrotada e, em 1802, França e Inglaterra assinavam a Paz de Amiens. Inúmeras alianças antifrancesas foram formadas e, depois da 4ª coalizão, a França tomava conta de praticamente todo o território europeu.Os territórios que não eram comandados pelo próprio Imperador estavam nas mãos de parentes ou aliados, difundindo instituições francesas por toda parte. O mito da Invencibilidade francesa foi destruído após ser derrotada pela Espanha (sua antiga aliada). Essa notícia de espalhou rapidamente criando várias frentes de luta quando, finalmente, a Rússia decidiu romper o Bloqueio Continental. Napoleão reagiu, porém seus exércitos foram, aos poucos, destruídos. Formou-se então uma nova coalizão até que, em marco de 1813, o Império Francês foi desfeito e Napoleão exilado da ilha de Elba. Em 1815, Napoleão conseguiu fugir, recuperou seus exércitos e seu posto de Imperador, mas foi logo derrotado na Batalha de Waterloo, na Bélgica pela 7ª Coalizão. Foi exilado na ilha de Santa Helena e morreu em 1821.
Logo após a primeira prisão de Napoleão, os países que formavam a Sexta Coalizão (Inglaterra, Rússia, Prússia e Áustria) se reuniram, no chamado, Congresso de Viena, em 1814, para redesenhar o mapa da Europa Pós-napoleônica. Com a volta de Napoleão após a sua fuga, o Congresso foi interrompido. Em 1815, no entando, esses países voltaram a se reunir. As expansões napoleônicas resultaram em um grande aumento do território dominado pela França, além da retirada das antigas dinastias absolutistas. Foram impostas, nos lugares invadidos e dominados, a adoção do regime e das instituições burguesas, ou seja, o fim do Absolutismo e do antigo regime. O congresso de Viena, portanto, buscou a restauração das antigas dinastias ( consideradas legítimas) e a restauração do equilíbrio europeu entre as grandes potências, evitando a hegemonia de qualquer uma delas. As idéias liberais, no entanto, já haviam penetrado na sociedade desses estados invadidos. Com base nisto, pode-se dizer que o Congresso de Viena, significou um último suspiro do antigo regime na Europa.

1 Comments:
Roberta,
Acho que você não entendeu o objetivo do trabalho. O impacto histórico de Napoleão, deveria ser analisado para o futuro. O que teria sido diferente no mundo se não fosse ele? Como a Era Napoleônica foi fundamental para moldar o mundo como conhecemos hoje.
O que foi feito foi uma resumo factual e itemizado de suas realizaçãos. Uma mera biografia cronológica, sem análise crítica, fugindo ao que foi proposto.
Sei que pode ir mais longe que isso.
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